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Lugar de coração saudável é na cozinha!

Quer diminuir o consumo de ultraprocessados que aumentam a “medida do abraço” e o risco de problemas cardíacos? Então, experimente testar suas habilidades no forno e no fogão.

Já ouviu falar de transição culinária? É a constatação de que as gerações atuais já não têm facilidade para cozinhar — se é que sabem fritar um ovo! — porque foi se perdendo aquela história de os mais velhos levarem os jovens à cozinha para passar adiante as receitas de família e os macetes na hora de preparar a comida.¹

Da maneira como anda essa transição, daqui a pouco a clássica lembrança da casa da vovó não será mais a de um aroma saindo do forno e, sim, a do som da campainha do entregador! Brincadeiras à parte, isso contribui para aumentar a “medida do abraço” e a prevalência de obesidade mundo afora.¹

Além da falta de jeito com as panelas, vários fatores fazem com que as pessoas estejam cozinhando cada vez menos. Entre eles, os estudos apontam — adivinhe! — o tempo curto e até mesmo a falta de relacionamentos próximos.² Até dá para entender que uma pessoa sinta mais vontade de ficar diante do fogão quando quer servir um prato gostoso a alguém querido (mas, psiu, cuide de você!).

 

 

Mulher em conversa com o médico

O problema é que, enquanto a gente vai perdendo a confiança para preparar uma refeição, seja por um motivo ou por outro, os alimentos ultraprocessados vão ganhando espaço à mesa. Estudos indicam que, para diminuir a presença deles na dieta e adotar um padrão alimentar saudável para o coração, o melhor a fazer é pegar o caminho de volta para a cozinha.³

Quer se animar a vestir o avental? Saiba que existe uma relação entre o quanto você desenvolve habilidades culinárias e o risco de engordar, aumentando a “medida do abraço”. Até porque quem acha que não tem jeito para a coisa geralmente pede mais comida pronta e, com isso, ganha mais gordura acumulada no corpo.⁴ Na verdade, quanto maior o número de refeições preparadas em casa ao longo da semana, maior a qualidade da dieta como um todo.⁵

Mas a gente entende que não é tão fácil arrumar tempo e se virar no fogão. Por isso, aqui vão algumas dicas que já foram estudadas e que realmente ajudam quem precisa perder excesso de gordura abdominal:6,7

Referências
  1. Popkin BM, Ng SW. The nutrition transition to a stage of high obesity and noncommunicable disease prevalence dominated by ultra-processed foods is not inevitable. Obes Rev. 2022 Jan;23(1):e13366.
  2. Mills S, White M, Brown H, Wrieden W, Kwasnicka D, Halligan J, Robalino S, Adams J. Health and social determinants and outcomes of home cooking: A systematic review of observational studies. Appetite. 2017 Apr 1;111:116-134.
  3. Watanabe JA, Nieto JA, Suarez-Diéguez T, Silva M. Influence of culinary skills on ultraprocessed food consumption and Mediterranean diet adherence: An integrative review. Nutrition. 2024 May;121:112354.
  4. Van der Horst K, Brunner TA, Siegrist M. Ready-meal consumption: associations with weight status and cooking skills. Public Health Nutr. 2011;14(2):239-45.
  5. Wolfson JA, Leung CW, Richardson CR. More frequent cooking at home is associated with higher Healthy Eating Index-2015 score. Public Health Nutr. 2020;23(13):2384-2394.
  6. Vasques ACJ, Capitani CD, Eisenberg DM, Velloso LA, Geloneze B. Cooking for Health: a comprehensive narrative review of Culinary Medicine as an educational tool in medical training in Brazil and Globally. Arch Endocrinol Metab. 2024 Jul 18;68:e230491.
  7. Teixeira AR, Bicalho D, Slater B, Lima TDM. Systematic review of instruments for assessing culinary skills in adults: What is the quality of their psychometric properties? PLoS ONE. 2021;16(8):e0235182.
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