Câncer de útero e a relação com a obesidade
O excesso de peso responde por 13% dos casos de câncer no Brasil, diz o Inca. A inflamação crônica da gordura favorece tumores, como o de útero.
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A obesidade está relacionada ao maior risco de desenvolver câncer, entre eles o no intestino, também chamado de câncer colorretal¹. Existem alguns fatores que reforçam essa relação:
Publicado em: 03 de Junho

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O Índice de Massa Corporal (IMC), medida para obesidade geral, é um fator de risco para o câncer colorretal: pessoas com sobrepeso ou obesidade têm um risco elevado de 18% e 32% a mais, respectivamente, em comparação às que não têm excesso de gordura corporal².
A distribuição da gordura na região cintura e quadril também pode ser um indicador de maior chances de desenvolver o câncer no intestino, sendo um fator ainda mais forte do que o IMC³. A obesidade central, que reflete o acúmulo de gordura visceral, libera marcadores inflamatórios e adipocinas, o que contribui para a disfunção metabólica e, em alguns casos, o desenvolvimento do câncer.
Outro apontamento dos estudos é que a associação entre as doenças pode ser ainda mais forte do que estudos anteriores trazem, já que pode acontecer uma perda de peso um pouco antes do diagnóstico de câncer colorretal.
Existem estudos que mostram que o excesso de gordura pode afetar esse órgão de algumas formas que acabam se relacionando e levando a mais problemas:
Todas essas situações afetam a digestão e a absorção de nutrientes. No intestino grosso, por exemplo, a alta ingestão de carboidratos pode levar à fermentação excessiva, causando gases, inchaço e desconforto. O excesso de proteína, por sua vez, pode causar um processo de putrefação, gerando mais substâncias indesejáveis no intestino.
Não existe uma indicação do aspecto físico da barriga de quem tem a doença localizada nessa região. A relação está na composição corporal com gordura em excesso e o surgimento da doença que pode ocorrer.
De acordo com a Cartilha de Prevenção do Câncer Colorretal divulgada pelo Ministério da Saúde em parceria com o INCA e Sociedade Brasileira de Coloproctologia, os maiores fatores de risco são:
Referências:
1. Safizadeh F, Mandic M, Schöttker B, Hoffmeister M, Brenner H. Central obesity may account for most of the colorectal cancer risk linked to obesity: evidence from the UK Biobank prospective cohort. Int J Obes (Lond). 2025;49:619–626.
2. Mandic M, Li H, Safizadeh F, Niedermaier T, Hoffmeister M, Brenner H. Is the association of overweight and obesity with colorectal cancer underestimated? An umbrella review of systematic reviews and meta-analyses. Eur J Epidemiol. 2023 Feb;38(2):135–44.
3. Safizadeh F, Mandic M, Schöttker B, Hoffmeister M, Brenner H. Central obesity may account for most of the colorectal cancer risk linked to obesity: evidence from the UK Biobank prospective cohort. Int J Obes (Lond). 2025;49:619–26.
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